
| Ontem, foi a vez do PT confirmar a candidatura do presidente Lula à reeleição. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) completam a lista dos cinco mais bem colocados nas pesquisas com candidaturas já lançadas. Josias de Souza diz que, a dois meses da eleição, Lula é o favorito, apesar de pesquisas mostrarem que a maioria do eleitorado não acha que ele mereça um quarto mandato. "Deve seu favoritismo a um fenômeno que marcou a sucessão de 2022 e foi reativado na campanha de 2026: o antipetismo tornou-se ligeiramente menor que o antibolsonarismo." A confirmação de Lula foi marcada por uma polêmica provocada pelo pedido de votos feito por ele aos candidatos do PT ao governo e ao Senado na Bahia, no dia anterior. Pela lei, só pode haver pedido de votos após o início formal da campanha eleitoral, em 15 de agosto. Para Wálter Maierovitch, porém, o ato não deverá levar ao cancelamento da candidatura de Lula. "O tribunal vem entendendo que isso não afeta a candidatura, não implica em cancelamento futuro de registro. Fica só na multa." Hoje, um dia após a convenção petista, a Polícia Federal pediu autorização ao STF para abrir um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, informam Thais Bilenky e Ana Paula Bimbati. Os detalhes do pedido não foram divulgados, mas sabe-se que a PF quer apurar se Lulinha usou sua condição de filho do presidente de forma irregular para beneficiar interesses privados. Enquanto o primeiro desafio de Lula, já como candidato, são as suspeitas sobre seu filho, Flávio Bolsonaro enfrenta problemas em três frentes, segundo Letícia Casado. "Ele ainda não tem vice, não consegue fechar um acordo para o centrão apoiar seu nome e ainda não tem uma foto com a madrasta Michelle Bolsonaro depois do rompimento público do fim de junho." |
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