Saúde SUS
Marco na medicina: SUS incorpora novo tratamento para pacientes com ELA em estágio inicial
Ministério da Saúde oficializou a edaravona na rede pública para adultos nos graus 1 e 2 da doença; medicamento retarda a progressão da esclerose lateral amiotrófica e deverá estar disponível em até 180 dias
08/08/2026 17h13
Por: Redação Fonte: www.cnnbrasil.com.br .
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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da edaravona para o tratamento de pacientes adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágio inicial
A decisão, oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 40 e publicada no Diário Oficial da União em 21 de julho, determina que a oferta do tratamento seja efetivada na rede pública em até 180 dias
A nova terapia é indicada para pacientes classificados nos graus 1 e 2 da doença, com duração dos sintomas igual ou inferior a dois anos
. A edaravona atua reduzindo o estresse oxidativo, um dos mecanismos envolvidos na degeneração dos neurônios motores
. Embora não represente cura, o tratamento busca retardar a progressão da doença e preservar, por mais tempo, a capacidade funcional dos pacientes
 Segundo estudo publicado na revista científica The Lancet em 2022, o fármaco pode aumentar em cerca de seis meses a sobrevida dos pacientes
A incorporação ocorreu após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia evidências científicas, eficácia, segurança e custo-benefício antes da inclusão de novas tecnologias na rede pública
Até então, o único tratamento específico disponível no SUS era o riluzol, que retarda a progressão da ELA e aumenta a sobrevida em alguns meses
Sobre a doença
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que atinge os neurônios motores, provocando paralisia gradual e perda de movimentos, fala e deglutição
Ainda sem cura, tem no tratamento multidisciplinar o caminho para aumentar a sobrevida, controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes
 A ELA ganhou visibilidade mundial com o físico Stephen Hawking, que conviveu décadas com a doença; SUS passa a oferecer novo tratamento para estágios iniciais.